Redução de custos no condomínio

Um condomínio que ofereça conforto, segurança e comodidades precisa ter uma gestão financeira eficiente para que as despesas não reflitam nas cobranças aos moradores. A redução de custos no condomínio é um assunto que deve estar sempre na pauta dos síndicos, pois, quando o assunto é dinheiro, a demanda é importante.

Diferentes despesas consomem um percentual do orçamento mensal do condomínio.

Se não houver uma busca por reduzir esses valores, o repasse desse excedente acaba ficando para os condôminos, que não estarão satisfeitos.

Dessa forma, o ideal é economizar! Neste post você vai poder ver 6 hábitos muito importantes e que devem ser implementados para redução de custos no condomínio. Confira!

1. Trabalhe para evitar a inadimplência

Os síndicos sabem muito bem que a inadimplência pode ser um problema que traz consequências graves para o caixa de um condomínio.

O grande problema é que nem sempre há muito o que fazer contra isso, então o fundamental é deixar os moradores cientes de que negligenciar a mensalidade pode ter consequências.

Se após o terceiro mês de inadimplência, mesmo com tentativas de acordo, não houver o pagamento, o condomínio pode entrar com um processo de cobrança na justiça.

Entenda mais sobre o assunto em:

◊   Você Sabe Como Lidar com Inadimplência em Condomínio?

Mas lembre-se sempre de que essa é uma atitude mais drástica e o recomendável é tentar chegar a um acordo de forma amigável.

Nas reuniões, deixe claro o quanto a inadimplência prejudica o orçamento do condomínio. Justifique que, quando há muita gente sem pagar, automaticamente os valores serão reajustados e todos serão prejudicados.

Comunique também que, em último caso, a ação judicial será feita.

2. Busque soluções para reduzir o gasto de água

As despesas com energia elétrica e água representam cerca de 30% dos custos totais de um condomínio.

Nem sempre os moradores estão preocupados com a maneira como a água é utilizada e, às vezes, até mesmo os funcionários são negligentes ao utilizar.

Por isso, é fundamental ter estratégias eficientes para conseguir uma redução de custos no condomínio.

A primeira dela é a individualização do consumo por apartamento, por meio de hidrômetros separados. Dessa forma, com cada residência pagando exatamente o que consome, há uma maior conscientização sobre essa questão.

Também é uma opção interessante instalar sistemas que fazem reuso de água das chuvas, tratando e colocando novamente para uso.

Essa água pode servir tanto para o uso nos apartamentos como, por exemplo, para realizar a lavagem de áreas do condomínio, gerando uma redução de custos no condomínio.

3. Implemente sistemas de redução de energia elétrica

A redução de custos da energia elétrica também é uma importante demanda, tendo em vista o impacto que as contas de luz causam no orçamento mensal do condomínio.

Alguns procedimentos muito simples podem ser feitos, oferecendo resultados significativos.

O primeiro a se fazer é trocar todas as lâmpadas comuns pelas de led, que são 80% mais econômicas. Elas são desenvolvidas para ter um menor consumo do que os modelos mais antigos.

Geradores, ar-condicionados e alguns aparelhos elétricos também precisam ser mais modernos, já que o desenvolvimento da tecnologia também influencia no consumo.

Outro importante recurso indispensável e já amplamente difundido é a instalação de sensores de presença. É muito mais econômico e vantajoso ter luzes em corredores e em locais específicos somente quando há alguém.

Essa intermitência já garante uma boa redução de custos no condomínio.

3. Terceirize mão de obra específica

Cerca de 40 a 50% dos custos de um condomínio estão relacionados à mão de obra. É claro que alguns funcionários precisam estar constantemente no local, além de haver a questão da confiança.

Para zeladores, porteiros e até mesmo faxineiros vale a pena contratar, mas em alguns momentos a terceirização oferece bons valores.

Em muitos casos será mais vantajoso contratar empresas prestadoras de serviços mais pontuais e que não são feitos com tanta frequência do que manter profissionais fixos. Bons exemplos são os trabalhos de manutenção de piscina e jardinagem.

O importante nesse ponto é avaliar a necessidade de frequência do profissional, a confiança e, principalmente, o custo.

Analisando esses pontos é possível decidir o que será terceirizado e quais profissionais precisam ser contratados.

4. Evite horas extras

Os funcionários que realmente forem contratados pelo condomínio precisam seguir algumas regras fundamentais e que estejam diretamente ligadas à redução de custos.

Uma delas está relacionada com as horas extras, que no final das contas geram uma despesa ainda maior com salários e direitos trabalhistas.

O fundamental é orientar os funcionários adequadamente para que eles cumpram com seus afazeres dentro do período de trabalho para o qual foram contratados. Hora extra somente em casos de extrema necessidade.

De qualquer forma, em ocasiões em que será necessário ficar mais tempo, controle adequadamente essas horas a mais de trabalho para que o funcionário receba os valores certos.

Não cumprir com esses direitos pode gerar ações judiciais trabalhistas no futuro, o que sairá muito mais caro ao condomínio.

5. Revise contratos de manutenção e serviços

É comum que os condomínios tenham contratos fechados de manutenção e outros tipos de serviço. Eles costumam representar cerca de 15% das despesas mensais.

Alguns custos podem acabar sendo altos demais, por isso, sempre é importante procurar revisar o que está disposto no contrato. Busque valores mais interessantes e adequados à realidade do condomínio.

Um dos tipos de contratos mais comuns é o de manutenção dos elevadores, obrigatório para todos os condomínios que possuem este equipamento.

Veja como fazer um excelente contrato de manutenção de elevadores em:

◊   Contrato de Manutenção de Elevadores: O que Observar ao Assinar?

Para esse, é fundamental avaliar se o contrato atual está de acordo com o porte e tipo de equipamento e garantir que os serviços prestados estão condizentes com o que vem sendo pago.

 

Novos orçamentos de serviços pontuais também são bons recursos de conseguir melhores preços. Tenha sempre os valores pagos atualmente em mãos, pois algumas empresas aceitam cobrir a proposta e reduzir a pedida inicial, o que geralmente é uma boa jogada.

6. Esteja aberto a sugestões dos condôminos

É importante que o síndico esgote todas as suas possibilidades e trabalhe com autoridade em busca da redução de custos, verificando cada uma das possibilidades citadas neste post.

Entretanto, sempre há novas maneiras de economizar, que nem sempre são visualizadas facilmente.

Uma reunião com moradores é um bom momento para ouvir sugestões e até mesmo aprovar as mudanças que já estão em pautas.

Um bom síndico sabe ouvir e, mesmo tendo que tomar decisões importantes, pode aceitar sugestões que venham em prol do condomínio.

A redução de custos no condomínio é uma demanda real, independentemente de como anda a saúde financeira do condomínio. Afinal, economizar é sempre muito positivo.

Gostou de saber mais sobre esse assunto? Um outro fator que pode gerar muitos gastos ao condomínio são os elevadores.

Saiba mais a respeito em:

◊   Manutenção de elevadores: 6 perguntas que todo síndico precisa saber responder

Comments (2)

  1. Que tipo de Recibo devemos fazer para pagamento de serviços quando utilizamos os porteiro ou outros funcionários do condomínio, no dia da sua folga no condomínio.

    1. Olá Zelia,
      Basta um recibo simples de prestação de serviço, já que ele não está em função pelo condomínio.
      Espero que tenha te ajudado.
      Um grande abraço,
      Rodrigo.

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