Gasto de energia de elevadores: tudo que você precisa saber

Você sabe qual o real gasto de energia com os elevadores do seu condomínio por mês? Conhecer esse dado é importante, pois, além de permitir um melhor controle do uso de energia, também pode sinalizar problemas nos aparelhos, que podem colocar em risco a vida de moradores e funcionários.

Neste texto, você terá as respostas das principais dúvidas sobre quanto normalmente um elevador utiliza de energia por mês, além de saber como é possível economizar eletricidade sem colocar em risco a qualidade e funcionalidade do elevador. Separei nos seguintes tópicos:

Se você está com alguma dúvida sobre esses tópicos, continue a leitura!

Quanto um elevador gasta?

Em média, um elevador gasta o equivalente a 75 lâmpadas de 100W ligadas ao mesmo tempo, o que pode chegar a 6% do total pago pelos condôminos por mês.

É importante frisar que não é possível ter um valor exato e padrão de quanto esse aparelho gasta de energia, ou como calcular o consumo de energia de um elevador, visto que é preciso levar uma série de fatores em consideração, sendo um deles a própria marca do elevador.

Outros pontos que determinam se um elevador gasta menos ou mais energia são as variações de pico de eletricidade, o tipo de tráfego e até mesmo a carga transportada diariamente por ele, como pessoas e objetos.

Toda essa energia é utilizada principalmente na tração do elevador, ou seja, para realizar o movimento de subida e descida pelos andares. Além disso, existem a iluminação da cabine e do painel, e alguns modelos ainda contam com televisores ou painéis para a veiculação de propaganda.

Como funciona um elevador?

O elevador é, principalmente, controlado por funções. Elas é que dão os comandos para o elevador subir, descer e parar nos andares indicados. Essas funções também servem para calcular o peso máximo suportado pela cabine, o controle de abertura e fechamento das portas etc.

Para que ele consiga ficar suspenso no ar, são necessários entre 3 e 8 cabos de aço, que fazem o papel de ligação entre a cabine e um contrapeso feito de chapas de metal ou concreto.

Essa alta quantidade de cabos serve, principalmente, para evitar que o elevador despenque até o térreo ou primeiro andar, caso um dos cabos se rompa.

Mesmo que todos os cabos se partam, ainda existe o molinete de segurança, criado por Elisha Otis, o grande nome dos elevadores modernos. Ele é composto por um sistema de freio que faz com que a polia comece a girar em alta velocidade.

Então, um regulador é ativado para travar a polia, ao mesmo tempo em que as travas da cabine também entram em ação, prendendo-se nos trilhos dentados colocados nas paredes laterais do poço do elevador.

Caso esse sistema também falhe, ainda é possível encontrar modelos de para-choque instalados no fundo do elevador com várias molas e cilindros que impedem que o elevador colida com o solo.

Entretanto, ele acaba sendo pouco utilizado, já que é um sistema de segurança mais brusco e só é ativado em casos de emergência e em decorrência de alguma falha do motor por causa de extrapolamento do limite de peso.

Como reduzir o gasto de energia com elevadores?

Mesmo que o gasto médio de um elevador seja elevado, é possível adotar práticas para que ele gaste apenas o necessário para que funcione corretamente.

Essa economia fará com que seja possível cobrar um valor mais baixo de mensalidade para os moradores, além de permitir o reinvestimento de parte da arrecadação em outras áreas do condomínio.

Tecnologias

A primeira medida, que pode diminuir em até 40% o gasto de energia com elevadores, é a implantação de um quadro de comando computadorizado. A tecnologia acaba dando um retorno mais rápido das operações, além de já ser otimizada para gastar menos energia do que os modelos convencionais.

Uma outra forma de diminuir o gasto de energia de elevadores é com a adoção de um modelo de luzes automáticas. Assim, a iluminação do elevador e do painel só será ativada quando o aparelho for chamado, permitindo que o sistema fique desligado quando não utilizado.

Também é possível adotar modelos de chapas múltiplas, para o caso de alguma criança ou objeto pressionar vários botões em sequência. O elevador detectará essa anormalidade e não se moverá.

Além disso, também é possível fazer com que, caso o morador chame um elevador, vá aquele próximo do andar indicado. Por mais que isso signifique gastos em um primeiro momento, o investimento causará economias a longo prazo e por muito tempo.

Manutenção

É importante verificar com frequência o estado das instalações elétricas do elevador, pois fios antigos ou com algum tipo de defeito fazem com que exista a perda de energia durante a passagem da corrente elétrica pelo fio e até mesmo causar curto circuito nas instalações.

E que tal pintar o hall dos elevadores de cores claras, como o branco? Assim, o andar ficará mais claro e não será necessário ligar as luzes do aparelho, deixando o local com uma aparência mais nova e gastando menos energia.

Redução de uso

Incentive os moradores a utilizar escadas, principalmente aqueles que moram em andares mais baixos. Além de esse ser um ótimo exercício e promover a circulação sanguínea do corpo, reduz a utilização dos elevadores, que serão chamados só por aqueles que realmente precisam se locomover por uma distância maior ou carregar objetos pesados.

É importante que essa responsabilidade não seja apenas do síndico e da direção do condomínio, mas também de todos os moradores, que devem adotar práticas para economizar energia não somente ao utilizar o elevador, mas também dentro dos seus próprios apartamentos e espaços públicos.

Desligar elevador economiza energia?

Desligar um dos elevadores, fazer revezamento ou utilizar apenas um dos elevadores durante a madrugada não vai refletir em uma redução no consumo de energia.

Conclusão

Agora que você já sabe quanto é o consumo de energia dos elevadores, como o aparelho funciona e quais medidas devem ser tomadas para diminuir esses gastos, você conseguirá um valor considerável de economia nas contas de luz do condomínio, principalmente se ele tiver vários elevadores funcionando diariamente.

A última dica é: utilize o valor economizado para investir em melhorias para os condôminos ou comece a fazer um fundo para emergências e reparos!

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